Comércio Exterior
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WTC-BH debate a geografia econômica
| Data | 15/2/2011 |
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O World Trade Center Associations de Belo Horizonte (WTC-BH), organização fomentadora do comércio em diferentes países, promoveu na última sexta-feira mais uma rodada de palestras sobre temas comerciais ligados ao novo contexto da economia global. O encontro aconteceu no Automóvel Clube de Minas Gerais, com a presença de importantes empresários. O tema da última reunião foi "A nova geografia da economia mundial". O encontro teve como convidada especial a presidente da agência de classificação de rating Standard & Poors no país, Regina Nunes. De acordo com ela, se por um lado o Brasil dá sinais de maturidade para se firmar no contexto da nova geografia econômica do mundo, por outro as conquistas atuais reforçam a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e de uma reforma tributária. "O país tem de continuar fazendo os ajustes fiscais necessários, consolidando a austeridade monetária e mantendo a economia com controle previsível", afirmou. Na avaliação de Regina Nunes, o enfrentamento de problemas estruturais inerentes ao Brasil tem evoluído de forma lenta, diante do ritmo imposto pelas transações comerciais globais. "A estrutura que tínhamos no passado ainda é muito semelhante à do presente. Em grande parte por conta da burocracia interna, ainda muito elevada. Soma-se a isso a questão da carga tributária e toda a complexidade do sistema de pagamentos de impostos, que formam uma equação muito complexa. Estes são fatores que dificultam a vida de qualquer investidor e das entidades internacionais que atuam dentro do Brasil", avaliou. Um dos principais gargalos para o êxito de investimentos realizados no país, segundo a representante da Standard & Poors, é o custo Brasil. "Para mudar este cenário, entendemos que é preciso mais pragmatismo na busca de soluções concretas para os problemas de âmbito federal. Cada vez mais são necessárias ações que facilitem investimentos, diminuindo a complexidade de aportes em todo o extenso território brasileiro. O país está no caminho correto. No entanto, é preciso ratificar perante o mercado externo uma política econômica austera, sinalizando claramente que o país vem amadurecendo suas estruturas macroeconômicas", disse. Segundo Regina, para além do fortalecimento da economia interna, o Brasil driblou a retração financeira do mercado global iniciada em 2008 devido às ainda restritas relações comerciais com outros países. "Um dos motivos pelos quais fomos pouco afetados é que ainda exportamos apenas algo em torno de 10% no nosso Produto Interno Bruto (PIB). Este certamente foi um dos fatores determinantes", explicou. O marco oficial do início das operações do WTC-BH, por meio de seu clube de negócios, foi março de 2009. Conforme fontes ligadas ao grupo empresarial, há planos de se edificar um complexo comercial em Belo Horizonte nos moldes do WTC de São Paulo. No entanto o projeto ainda não foi iniciado. |
Fonte: Saulo Barbosa - Diário do Comércio